Quem estuda para o PSS 001/2026 de ACS e ACE em Cumaru do Norte percebe rápido: vacinação é um dos assuntos que a banca IVIN mais cobra em Saúde Pública, porque é a atividade mais visível do agente no território. Dominar o Calendário Nacional de Vacinação, o papel do PNI e as pegadinhas mais comuns transforma esse bloco em um dos mais rentáveis de leitura, desde que você decore os marcos certos e desconfie de números soltos.
Calendário Nacional de Vacinação: o que a prova cobra
O calendário define quais vacinas, em que faixa etária e com quantas doses, devem ser oferecidas gratuitamente em todo o território. Ele é revisado pelo Ministério da Saúde: em prova, prevalece sempre a versão vigente do calendário nacional, nunca um esquema antigo.
- Vacinas salva-vidas: evitam doenças com potencial de morte ou sequelas graves, como poliomielite e sarampo.
- Vacinas de rotina: ofertadas em faixas etárias fixas em todo o país, formando a base do calendário.
- Uniformidade: o mesmo esquema vale em todo o Brasil, com ajustes definidos pela vigilância.
Nascimento e primeira infância: BCG, hepatite B e poliomielite
- BCG: dose única ao nascer, contra as formas graves de tuberculose, como a meningite tuberculosa.
- Hepatite B: primeira dose também ao nascer, com esquema completo na infância conforme o Calendário Nacional vigente.
- Poliomielite: dose ao nascer, sequência nos primeiros meses e reforços na infância, conforme o calendário vigente.
- Rotavírus e pneumocócica: iniciadas nos primeiros meses, com limite de idade para o início do esquema.
Pegadinha clássica: alternativas que trocam a via da BCG, que é intradérmica e não intramuscular. Revisar a linguagem de Saúde Pública em prova ajuda a pegar essas armadilhas.
Tríplice, tetravalente, SCR e meningocócicas
- Tríplice (DTP): difteria, coqueluche e tétano, em sequência definida pelo calendário vigente.
- Tetravalente: soma o Haemophilus influenzae tipo b à tríplice.
- SCR (tríplice viral): sarampo, caxumba e rubéola, com dose na infância e reforço previsto na faixa seguinte, conforme o calendário vigente.
- Meningocócicas: a C conjugada integra a rotina infantil; as demais seguem a indicação vigente do Ministério da Saúde.
A febre amarela entra nesse bloco: a primeira dose é a partir dos nove meses, com campanhas definidas conforme a situação de transmissão.
HPV, influenza e dengue: além do bloco infantil
- HPV: prioridade para a faixa de 9 a 14 anos, em duas doses conforme o calendário vigente.
- Influenza: aplicada anualmente aos grupos prioritários, que incluem gestantes, idosos, crianças pequenas e trabalhadores de saúde.
- Dengue: vacina ofertada em campanhas nacionais, com públicos definidos pela orientação vigente do Ministério da Saúde.
A pegadinha é de data e de público: a banca troca a faixa etária do HPV ou afirma que a influenza é obrigatória para qualquer pessoa, sem critério de indicação.
PNI, SIPNI e a Semana Mundial de Vacinação
- PNI: o Programa Nacional de Imunizações formula e executa a política nacional de imunizações.
- SIPNI: sistema onde toda dose aplicada é registrada, base do cálculo da cobertura vacinal.
- Semana Mundial de Vacinação: realizada na última semana de abril, com tema anual definido em âmbito internacional.
- Cobertura vacinal: percentual calculado sobre as doses registradas e a população-alvo estimada.
O ACS entra nesse tema: busca ativa de faltosos, apoio ao agendamento e atualização do cadastro, como no dia a dia do agente em Cumaru do Norte.
Vigilância pós-vacinal e pegadinhas da IVIN
Depois da aplicação, a vigilância pós-vacinal acompanha eventos adversos, notificados conforme o manual vigente do Ministério da Saúde. Contraindicações são relativas: febre aguda, imunossupressores e gestação podem adiar vacinas específicas, e a alternativa correta em prova é a que remete aos documentos oficiais.
Assinale a alternativa correta sobre o calendário:
a) A BCG é aplicada por via intramuscular no primeiro ano de vida.
b) O SCR protege contra sarampo, caxumba e rubéola.
c) A influenza é de aplicação obrigatória anual para toda a população.
d) A primeira dose de febre amarela é aplicada ao nascer.
A resposta é a letra (b): a BCG é intradérmica e ao nascer, e a febre amarela começa aos nove meses.
Perguntas Frequentes
Em que ano de vida é aplicada a primeira dose de febre amarela?
A partir dos nove meses, com revisões e campanhas conforme a situação de transmissão definida pela vigilância.
O que é o SIPNI?
É o sistema de informação do Programa Nacional de Imunizações, onde todas as doses aplicadas devem ser registradas.
Quem deve tomar a vacina influenza todos os anos?
Os grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde, como gestantes, idosos, crianças pequenas e trabalhadores de saúde.
Como o ACS ajuda a melhorar a cobertura vacinal?
Com busca ativa de faltosos, apoio ao agendamento e atualização do cadastro das famílias do seu território.
O calendário é cobrado com alternativas invertidas: dominar os marcos do nascimento, as siglas das vacinas e a lógica do SIPNI resolve a maioria das questões no estilo IVIN. Organize a revisão com o roteiro de estudo do PSS de ACS e ACE.