Para quem disputa as vagas de ACS e ACE no PSS 001/2026 de Cumaru do Norte, dominar as endemias da Amazônia é quase obrigatório: dengue, malária e leishmaniose fazem parte da rotina de vigilância no Pará e aparecem com frequência nas provas da banca IVIN. O detalhe que separa quem estuda de quem decora é entender exatamente agente, vetor e transmissor de cada doença, porque é por aí que as questões mais elaboradas são montadas.
Dengue: quatro sorotipos e um vetor urbano
O agente é o vírus Dengue, existente em quatro sorotipos: DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4. A infecção por um sorotipo protege apenas contra ele mesmo, e uma segunda infecção por outro sorotipo pode evoluir para a forma grave. É daí que vêm as pegadinhas sobre dengue hemorrágica.
- Transmissor: Aedes aegypti, mosquito urbano de água parada, com atuação também do Aedes albopictus.
- Diagnóstico: antígeno NS1 no início e sorologia IgM depois, conforme o momento da doença.
- Tratamento de base: hidratação e controle dos sintomas, evitando anti-inflamatórios não hormonais, que favorecem sangramento.
- Sinais de alarme: dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos e letargia, exigindo avaliação imediata.
- Controle: eliminação de criadouros, controle larvário e ação sobre adultos, com vigilância entomológica por índices e ovitrampas.
Malária: Plasmodium e o mosquito Anopheles
O agente é o protozoário Plasmodium, com duas espécies muito cobradas: Plasmodium vivax, maioria dos casos no Brasil, e Plasmodium falciparum, o de maior gravidade. O transmissor é o mosquito Anopheles, e não o Aedes, troco que a banca adora provocar.
- Ciclo: a fêmea do Anopheles inocula o parasito na alimentação sanguínea, e o ser humano é o reservatório.
- Manifestações: febre, calafrios, suores e dores no corpo, com risco de complicações graves no falciparum.
- Diagnóstico: exame microscópico de gota espessa e esfregaço, padrão-ouro, apoiado por testes rápidos.
- Tratamento: definido conforme a espécie e a área; no vivax há cura radical para eliminar as formas dormentes no fígado.
- Contexto do Pará: a vigilância no sudeste paraense acompanha quadros ligados a garimpos e a áreas indígenas.
Leishmaniose: cutânea, visceral e o flebotomíneo
O agente é o protozoário Leishmania e o vetor é o flebotomíneo, do gênero Lutzomyia, conhecido como mosquito-palha. Na Amazônia brasileira, a Lutzomyia longipalpis é o principal vetor da leishmaniose visceral.
- Forma cutânea: lesão única que evolui para úlcera, geralmente sem febre.
- Forma visceral: febre persistente, emagrecimento, aumento do fígado e do baço, anemia e sangramentos.
- Reservatório: na visceral, os cães domésticos têm papel central no ciclo, orientando a vigilância em saúde animal.
- Diagnóstico e tratamento: confirmação por exames específicos de cada forma e tratamento pelo protocolo vigente.
- Prevenção: repelente, telas, eliminação de focos e inseticida residual; a quimioprofilaxia não é medida de rotina e segue o protocolo vigente.
Como a banca formula a questão: vetor, transmissor e patógeno
A IVIN mistura três conceitos de propósito: patógeno, que causa a doença; vetor ou transmissor, que inocula o agente; e reservatório, onde o agente se mantém, como o ser humano na dengue e os cães na leishmaniose visceral.
Assinale a alternativa correta:
a) A malária é causada pelo vírus Dengue e transmitida pelo Aedes aegypti.
b) A leishmaniose visceral tem como vetor o flebotomíneo Lutzomyia longipalpis.
c) A dengue tem como agente o protozoário Plasmodium falciparum.
d) O transmissor da leishmaniose cutânea é o mosquito Anopheles.
A resposta é a letra (b): malária é por Plasmodium e Anopheles, dengue é viral e o vetor da leishmaniose é o flebotomíneo.
Endemias no sudeste paraense e o papel do ACS e do ACE
No Pará, o agente identifica criadouros do Aedes, orienta a eliminação de água parada, encaminha casos suspeitos de malária, reconhece lesões sugestivas de leishmaniose e registra tudo no território. É esse raciocínio que a banca transforma em situação-problema, como mostra o dia a dia do agente em Cumaru do Norte. Relacione o tema com o meio ambiente da Amazônia em concurso e com o perfil da banca IVIN.
Perguntas Frequentes
Qual é o transmissor da dengue e qual é o da malária?
A dengue é transmitida pelo Aedes aegypti e a malária pelo mosquito do gênero Anopheles, erro clássico de alternativa na prova.
A leishmaniose tem uma única forma clínica?
Não. Existem as formas cutânea, com lesão de pele, e visceral, com febre, emagrecimento e aumento do fígado e do baço.
Qual é o papel do cão no ciclo da leishmaniose visceral?
O cão doméstico atua como reservatório, o que explica as ações de vigilância e controle voltadas à saúde animal nas áreas de transmissão.
O que deve fazer um agente diante de um caso suspeito de endemia?
Orientar, registrar no território, comunicar a equipe e encaminhar para exame e notificação, conforme o fluxo de vigilância do município.
Endemias amazônicas são tema de alto retorno em provas de ACS e ACE porque unem ciência básica e prática de campo. Dominar agente, vetor e manifestações das três doenças resolve a maioria das questões no estilo IVIN.